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Macapá recebe Mostra de Filmes de Arte da 6ª Bienal de Curitiba

Publicado: 28/11/2011.
 

Matinee / Matiné (2009) - Liliana Porter

Na próxima terça-feira (29), Macapá (AP) receberá a Mostra de Filmes de Arte da 6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba. A mostra será exibida no Auditório da Biblioteca Central da UNIFAP (Universidade Federal do Amapá), com sessões começando às 14h e às 16h. Os vídeos selecionados são uma pequena amostra dentre obras escolhidas pelos curadores para os espaços expositivos da Bienal.

“Uma das prioridades do projeto da Bienal de Curitiba é a democratização no acesso do público à arte contemporânea. A Mostra de Filmes de Arte da Bienal é um importante instrumento para essa democratização. Ela permite que um recorte da Bienal de Curitiba esteja em cinemas, centros culturais e universidades de todas as regiões do país”, explica a gerente geral da Bienal, Solange Lingnau.

Além de Macapá (AP), a Mostra irá passar por Belo Horizonte (MG), Cascavel e Londrina (PR), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE).  “Esperamos levar a diferentes regiões um pouco da reflexão que foi proposta em Curitiba, sobre o conceito ‘Além da Crise’", revela a gerente. A Mostra tem duração de aproximadamente duas horas e a entrada é franca.

Entre os vídeos da Mostra está “Matinee”, da artista Liliana Porter, que trabalha como se estivesse brincando com a realidade e, ao mesmo tempo, ironizando-a, sendo esta uma das mais fortes características de suas obras. O filme está estruturado em uma série de fragmentos, alguns muito breves. Os personagens são toda uma sorte de objetos inanimados, estatuetas e enfeites. A obra faz alusão a eventos e personagens que estão de alguma forma presentes na memória coletiva.

Outro destaque é a obra “Deixa eu Falar”, que Tatzu Rors criou especialmente para a Bienal de Curitiba. O artista fez uma interferência urbana no centro da capital paranaense, na qual expôs um porco assado em uma placa de trânsito, confrontando o "interno x externo", "privado x público".

A 6ª Bienal de Curitiba, terminou no dia 20 de novembro, mas continuará em outras cidades com ações como a Mostra de Filmes de Arte. Dessa forma, mesmo quem não pôde visitar o evento na capital paranaense, poderá apreciar um pouco do evento que reuniu obras de mais de 80 artistas de 37 países dos cinco continentes. Para acompanhar todas as novidades, acesse o site www.bienaldecuritiba.com.br.

Mostra de Filmes de Arte da 6ª Bienal de Curitiba em Macapá (AP)
Dia 29 de novembro de 2011 (terça-feira), sessões às 14h e às 16h.
Auditório da Biblioteca Central
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP (Rod. Juscelino Kubitschek, KM-02, Jardim Marco Zero - CEP 68.902-280)
Entrada franca.

FILMES

Matinee (2009, 20'46")

Criação / Produção / Direção: Liliana Porter
Co-Direção: Ana Tiscornia
Música composta e executada por: Sylvia Meyer
Videografia e edição: Thomas Moore
Cortesia da artista e Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires

“Matinee / Matiné” está estruturado em uma série de fragmentos, alguns muito breves. Os personagens, como em obras anteriores, são toda uma sorte de objetos inanimados, estatuetas e enfeites. A obra faz alusão a eventos e personagens que estão de alguma forma presentes na memória coletiva. São fatos descontextualizados que, ao se apresentarem fora de qualquer narrativa ou argumento preciso, abrem ao espectador a possibilidade de uma relação talvez mais subjetiva com as situações apresentadas. Na sucessão de imagens convergem e convivem sentimentos opostos (comédia e tragédia, o familiar e o estranho, o literal e o metafórico). A música, de Sylvia Meyer, é um componente essencial da obra porque completa o significado e o sentido das sequências.

Haciendo Mercado (2007, 3’19”)

Roteiro / Direção: Erika Meza e Javier López
Interpretação e tradução: Daniel González
Câmera e fotografia: Christian Núñez

O vídeo de Javier López e Erika Meza apresenta – em registro paródico – um indígena fazendo uma conferência em guarani, seguindo a retórica do discurso de Philip Kotler, o guru do marketing. A situação perturba a lógica da mensagem e coloca em evidência o atrito entre os mundos distintos.

Tatzu Rors - Deixa eu falar! (2011, 10'14")

Roteiro / Direção: Tatzu Rors
Câmera: Arnaldo Belotto
Edição: Paulo Faria
Atores: Arthur Tuoto, Orlando Anzoategui e Carlinhos Gonçalves

Tatzu Rors é o nome artístico de Tatzu Nishi, que usa vários pseudônimos como parte de sua obra. Desde os anos 90, o artista trabalha com grandes intervenções no espaço público, transformando monumentos e prédios em novos espaços, alterando sua percepção habitual. A obra "Deixa eu falar!" também se relaciona com o interesse do artista em confrontar "interno x externo", "privado x público".

Ali Kazma - Clockmaster (2006, 15'09")

Direção: Ali Kazma
Cortesia do artista e Galeria Nev, Istambul

Durante todo o vídeo, um relojoeiro experiente desmonta, limpa e remonta um complexo relógio. A abertura do vídeo dá ao espectador a sensação de um drama desconfortável. A desmontagem do relógio significa o desenrolar do tempo e da ordem, antecipando sentimentos de medo da morte e do caos. A remontagem do relógio restaura o senso de ordem no mundo do espectador e alivia sentimentos de confusão e o desconforto do medo. A habilidade técnica e a precisão do relojoeiro são captadas em cada close-up, revelando que cada engrenagem e parafuso são recolocados precisamente no exato lugar a que pertencem, dando ao espectador uma sensação de encerramento.

Gutierrez + Portefaix - City of Production (2008, 52')

Direção: Laurent Gutierrez e Valérie Portefaix
Cortesia dos artistas

“City of Production” é um filme que retrata a fábrica Sung Hing – uma, entre milhares de fábricas – no Pearl River Delta, na China. Laurent Gutierrez e Valérie Portefaix são também conhecidos como MAP OFFICE, uma plataforma multidisciplinar. Trabalham em territórios físicos e imaginários usando variados meios de expressão como desenho, fotografia, vídeo, instalação, performance, além de textos literários e teóricos. O projeto é uma crítica de anomalias espaço-temporais e apresenta como os seres humanos subvertem e usam o espaço.

 

 



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