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Lançamento da 6ª. Bienal de Curitiba

Publicado: 19/11/2010.
 

A 6ª Bienal de Curitiba foi lançada oficialmente no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, com a presença do Secretário de Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula - que representou o ministro Juca Ferreira -, do Ministro da Cultura do Paraguai, Ticio Escobar, e do Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, de Paulino Viapiana, entre outras personalidades. A presidente da Comissão Organizadora da Bienal, Luciana Casagrande Pereira, anunciou a nova edição da Bienal de Curitiba, que será oficialmente inaugurada em 17 de setembro de 2011. O Diretor Geral da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira, apresentou os curadores gerais, Alfons Hug e Ticio Escobar, as co-curadoras Adriana Almada e Paz Guevara, e os curadores convidados, Alberto Saraiva, Artur Freitas, Eliane Prolik e Simone Landal. ticioescobar O título escolhido pelos curadores gerais para esta edição da Bienal de Curitiba é Além da Crise.

O conceito da crise, segundo os curadores, foi tomado "em seu sentido mais instigador e sugestivo, como momento crucial que, frente a uma mudança brusca de paradigma, exige decisões, posições e imagens novas". Os curadores gerais esclareceram que não se espera que os artistas convidados ofereçam receitas frente à crise, nem tratem de expressar seus dramas, senão que propagem opções de visão: as posições que se assumem frente à crise supõem esforços imaginativos capazes de abrir perspectivas e horizontes diferentes.

 

 

Entre os mais dos 50 artistas convidados a participar da 6ª Bienal de Curitiba estão Neville D'Almeida (Brasil), John Bock (Alemanha), Darren Almond (Inglaterra), Sebastián Preece (Chile), Boris Michailow (Ucrania), Danica Dakic (Bosnia), Fikret Atay (Turkía), Antti Laitinen (Finlandia), George Osodi (Nigéria), Zhou Tao (China), Olaf Nicolai (Alemanha), Gutiérrez + Portefaix (China), Adonis Flores (Cuba), Patrick Hamilton (Chile), Ricardo Lanzarini (Uruguai), Liliana Porter (Argentina), Camilo Restrepo Zapata (Colômbia), Joaquín Sánchez (Bolívia), Luis Molina-Pantin (Venezuela). secretario_paulino A programação da 6ª Bienal de Curitiba inclui, além das exposições, palestras, mesas-redondas, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances, interferências urbanas, residências artísticas, e um projeto educativo que envolverá as escolas da rede municipal, estadual e de ensino especial. Este projeto será desenvolvido pelas professoras Denise Bandeira e Sônia Tramujas. A 6ª Bienal de Curitiba irá ocupar os principais espaços culturais da cidade. Também estará presente nos parques, praças e ruas. As mais variadas formas de expressões e manifestações artísticas vão se destacar na capital paranaense, e depois seguirão para outros Estados do Brasil. O programa prevê a realização de atividades nas cidades de Brasília (DF), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belo Horizonte (MG), Londrina e Cascavel (PR) e Florianópolis (SC).

Segundo o Secretário Nacional Américo Córdula, além da credibilidade junto ao público, a Bienal de Curitiba é exemplo de modernidade e inovação ao privilegiar os trabalhos dos povos do continente sul americano e acolher artistas de várias partes do mundo. Para o Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Paulino Viapiana, ter a crise como tema de uma Bienal mostra que os artistas são capazes de extrair cultura e conhecimento para apresentar ao público de maneira criativa. "A crise não intimidou. Ao contrário, vai produzir obras de arte. Isso é uma atitude de confiança", revelou.



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