Exposto no Museu da Gravura Cidade de Curitiba, um dos espaços da 6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, um vídeo assinado artista Alejandro Paz propõe uma reflexão a partir de uma visão irônica. Vindo da Guatemala, um país assolado pela violência e pelos conflitos sociais, Alejandro mostra uma mulher indígena caminhando esforçadamente sobre uma esteira. A obra discute o ideal de beleza ocidental e destaca a ferocidade de um sistema para o qual os indígenas urbanos não podem fazer nada além de peregrinar sem destino.
O Museu da Gravura Cidade de Curitiba, reúne ainda obras de artistas internacionais como Graciela Guerrero (Equador), Jacqueline Lacasa (Uruguai)John Bock (Alemanha), Liliana Porter e Mónica Millán (Argentina), Auguste François (França), Emmanuel Fretes Roy, Javier López (Cuba) e Erika Meza (Paraguai), Inci Eviner (Turquia), Luiz Molina-Pantin (Venezuela), Michael Stevenson (Nova Zelândia), Mikhael Subotzky (África do Sul) e Tirzo Martha (Curaçao). O espaço fica na Rua Presidente Carlos Cavalcanto, 533, no Centro.
A 6ª Bienal de Curitiba está aberta ao público até o dia 20 de novembro de 2011, com obras de mais de 80 artistas de 37 países dos cinco continentes. A programação geral inclui projeto educativo, palestras, mesas-redondas, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances e interferências urbanas, ocupando os principais museus, centros culturais, ruas, praças e parques da cidade. Para conferir a programação completa e obter mais informações sobre visitas guiadas e mediadas, de bicicleta, de van e a pé, basta acessar o site www.bienaldecuritiba.com.br.
Sobre Alejandro Paz
Alejandro Paz nasceu na Cidade de Guatemala, na Guatemala, em 1975. Graduou-se em Arquitetura pela Universidad Francisco Marroquín, na mesma cidade, em 2004. Participa de exposições coletivas internacionais entre as quais se destacam: IX Bienal de La Habana, Cuba (2006), V Bienal del Caribe, Santo Domingo (2003) e Suyo/Ajeno, Ajeno/Suyo, Convento Ex-Teresa Arte Actual. México, D.F. (2001). Sua obra tem sido exibida em várias mostras na Guatemala, onde também realiza intervenções públicas.
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| Faja (2001) |